sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Os encantos de Angel Vianna que permanecem no Teatrodança


http://seminarioteatrodanca.wix.com/corpoteatrodanca

          Em 1978 quando cheguei no Centro de Estudos do Movimento e Artes fui recebida pela Mestra Angel Vianna do modo cativante e acolhedor como recebia os que tinham os pés fora do Rio de Janeiro, os estrangeiros brasileiros que ali estavam nos anos em que fervilhavam as tendências que rompiam com os academicismos.
          Cheguei sem saber como era e como fazer para conhecer as expressões corporais praticadas na escola de Angel e Klauss. Mas sabia que era permitido criar temáticas que incluíam as culturas brasileiras, e assim eu podia falar das minhas improvisações e deixá-las vir ao mundo.
          Como bem dizem os artigos publicados sobre o Sistema de Trabalho Corporal quando falam sobre ela. Angel Vianna é trans-formadora, plural e abrangente. Lúcida demais nos seus mais de 80 anos, atualíssima!
          Só ela, e somente ela, seria a melhor celebração para o Grupo Teatrodança por sermos seus praticantes convictos de que escolhemos o caminho que nos levará para essência do corpo dançante!

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Ilhadas

         "O lugar do teatro" é o tema do 22° FNT - Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga, que acontecerá de 05 a 12 de setembro na cidade serrana cearense. Ao longo dos oito dias, mostras, debates, oficinas, cortejos, entre outras atividades, todas com acesso gratuito, acontecem em espaços diversos, como o Teatro Rachel de Queiroz (teatro pequeno), praças, escolas e outros locais da cidade. Com o tema desta edição, o FNT convida os participantes e o público a uma reflexão sobre o potencial do teatro para o desenvolvimento das cidades. 
     O universo feminino está presente em duas montagens da Mostra Nordeste: A Dona da História, da pernambucana Duas Companhias, uma comédia romântica de João Falcão sobre o tempo e os seus contratempos, que mostra uma mulher de meia idade conversando com seu passado, e Ilhadas, do Grupo Teatrodança, do Maranhão, onde as organicidades da atriz-dançarina apresentam o teatro do corpo para falar da violência contra o sentimento feminino.
      Ilhadas faz parte de uma trilogia que se propõe a constituir linguagem com a qual uma artista da cena começa a escrever sua própria história e sistematizar suas ideias, teorias, técnicas e análises, como meio de preservar sua memória e construir uma crítica que envolva diretamente a cena, investigando dramaturgias do corpo com matrizes das expressões populares maranhenses.  
      A terra pode ser distante da pessoa. Bertolt Brecht, em seu texto dramatúrgico A Mãe, no poema O Elogio da Terceira Coisa, diz como algo inerente pode unir duas presenças. A terra maranhense ainda possui os piores indicadores. Negligência, violência e exploração assassinam o feminino sagrado. A dor maior é a inocência perdida. São meninas que somem. São mulheres que choram. O sentimento feminino contra dor nas tradições brasileiras de lutas permanece no corpo e permite dar continuidade ao ato de viver. Esconjura no passe da mina. Cabeceia no miolo do boi. Sem medo, mulheres do mundo!         
     Lá vamos nós. Eu e a boneca minha companheira de trabalho desde 2011!       

quinta-feira, 16 de julho de 2015

O turbilhão de um livro

Quando comecei a escrever o livro Vivendo Teatrodança, investigações da artista maranhense que faço questão de ser, não teria ideia de como passaria do estado contemplativo para a inserção no mundo.
Ontem, dia 15, na Livraria Leitura, foi decisivo. Na celebração com o público infantil, e como haviam crianças lá! de bebês a adolescentes bem críticos, fui chamada a dizer se vim e fico, ou se sou nuvem passageira. Canto quando falo e danço quando faço bordados.
Falar sobre processos criativos pode ser maçante se não estão conectados às sensibilidades que nos cercam. Daí meu compromisso com essa garotada. Estão alertas e não se achegam com mirabolâncias e discrepâncias. Chegam bem diretos. Implicam e adoram. Amargos e doces. Como viver. A personagem Juju Carrapeta só me lembra o escritor italiano Italo Calvino quando fala na leveza em suas propostas para o milênio. ...o salto ágil e imprevisto do poeta-filósofo que sobreleva o peso do mundo... Diz Calvino tornando quem escreve também um dançarino. Como somos educados para sermos pesados enquanto a impermanência do viver deveria nos deixar leves, soltos, livres!
É de meu gosto trabalhar para crianças. Quanto sou feliz e grata por Ilo Krugli por ter me colocado neste universo!
Juju Carrapeta, Livraria Leitura, lançamento

Serpente Protetora, Donana Jansen, Juju Carrapeta

Seres em profusão na Livraria Leitura
     

domingo, 7 de junho de 2015

Conectados nas diversidades de linguagens

                   Mais uma vez a capital maranhense abriga uma plataforma com múltiplas linguagens e criações.
                  Conexão Dança, na sua sétima edição, com apresentações, conversas, formações, fóruns e dança! Com participação atuante o Grupo Teatrodança participou com a oficina O sentido compartilhado, corpo, memória e texto, lançamento do livro Vivendo Teatrodança e apresentando o espetáculo Flores.
                 Que sejam longas as vidas da Conexão!  
     
Lançamento do livro, teatro da Cidade de São Luís, 1 de junho, Conexão Dança


Algo sem nome gera o orvalho e as virtudes, intervenção com Luciana Santos e Victor Vieira