Ora, ora.
Sou diretora,
atuadora, pesquisadora e educadora em coletivo que sobrevive por mais de três
décadas em mercado ainda emergente para as artes do corpo porque acredito que as
desilusões e os modismos não abatem a coletividade pela força de suas investigações.
A construção de
dramaturgias do corpo, nas cenas e nas pedagogias, como objeto das pesquisas do
Grupo Teatrodança me fez sobreviver e configurar o erudito e o popular com a
cultura assumindo concepções complementares.
Digo que a estratégia
inovadora para comportamentos pacíficos, ‘Meninilha’ e ‘Ilhadas', trazem organicidades
que se encarnam para falar da violência contra o sentimento feminino, seja nos
seres ou nas identidades transitórias. A trilogia se reporta não simplesmente
ao gênero, e sim à emoção compassiva que está presente em todos os seres
humanos. A perda irreparável deste sentimento nos faz mergulhar em mundos
individualistas e perder a energia que move as ações criativas, afetivas e
coletivas.
No livro ‘LulaLivre’
o escritor Ferréz diz como a ‘boa artista morre de fome mas não lambe bota do
estado’. Por isso entro em editais públicos. Minha alma permanece. A carne fica
incólume.
No Edital Prêmio Literário da Secretaria da Cultura do Maranhão a
dramaturgia que se intitula com os nomes das mulheres trancafiadas e
torturadas, as desgraçadas Quitéria e Inês, recebeu o financiamento para que a publicação
do livro e a produção do espetáculo seja materializada. O mestre zen Kaz Sensei me ensinou como milagres acontecem a cada momento. Irei multiplicar o valor, embora esta ação precise se fortalecer urgentemente no ideal de nação.
Caríssimo Marc
Ferréz, estou conseguindo salvar lembranças para as gerações posteriores.
Para que na
lembrança delas as Quitérias e Inêses não se diluam. Quem sabe as Júlias fiquem
na memória?
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Prêmio Apolônia Pinto-Peça Teatral 20/12/2018 |
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Vamos ao prêmio 20/12/2018 |
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Narrativas sobre a trilogia 20/12/2018 |